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02/02/2020

Aprofundando a Palavra com Monsenhor Danival Milagres


“Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lc 2, 22)

 

(Artigo da Festa da Apresentação do Senhor, 02-02-20)

 

            A Festa da Apresentação do Senhor nos convida a reconhecer a salvação que Jesus veio nos trazer, tornando-se luz das nações.

 

O Evangelho nos diz que Maria e José foram ao Templo de Jerusalém a fim de apresentar o seu filho primogênito e consagrá-lo ao Senhor, conforme a Lei de Moisés. Desde o início, a vida de Jesus foi oferecida para a salvação do mundo e espera a nossa acolhida. Caminhemos com nossas velas acesas ao encontro da verdadeira Luz que é o Cristo.

 

A oferta de José e Maria não foi para o resgate do primogênito, que deve ser consagrado ao Senhor, mas foi uma oferta dos pobres para a purificação (Cf. Lv 5,7). Sendo assim, a vida de Jesus, desde a sua apresentação, foi de entrega total a Deu-Pai. Por isso, a festa de hoje é um pré- anúncio do mistério pascal de Jesus, pois toda sua vida foi de entrega e sacrifício de amor vivido até as ultimas consequências (cf. Jo 13,1).

 

Como consagrado a Deus, Jesus se faz oferta e, ao mesmo tempo, torna-se o sumo-sacerdote misericordioso, a fim de expiar os nossos pecados (cf. Hb 2,15). Por isso, sua vida será um sinal de contradição e consequentemente enfrentará e vencerá o poder da morte, através de sua oferta na cruz. Eis a espada que traspassará a alma de Maria, conforme afirmou Simeão. No entanto, a sua ressurreição expressa a verdadeira Luz que veio iluminar as nações.

 

A atitude de Simeão e as palavras da profetisa Ana nos convidam a ir ao encontro de Jesus no templo, em nossa liturgia, a fim de expressarmos o nosso louvor e reconhecimento a Deus, pelo seu Filho Jesus, que se ofereceu como sacrifício pela nossa salvação.

 

Portanto, acolhamos o Senhor, deixando que Ele nos purifique e nos liberte de nossos pecados, a fim de que, como povo sacerdotal, apresentemo-nos também como oferendas justas e agradáveis a Deus (cf. 1a leitura).

Mons. Danival Milagres Coelho.