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19/01/2019

Aprofundando a Palavra - Mensagem do 2º Domingo do Tempo Comum


 

“Ele manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele” (Jo 2,11) 

 

    Iniciamos o Tempo Comum, no qual a Liturgia nos convida a celebrar os mistérios da vida de Jesus, acompanhando o seu ministério e a sua missão de selar conosco a nova e eterna Aliança. Jesus vem como esposo para celebrar as núpcias com o seu povo.

 

Na primeira leitura, o Profeta Isaías, após o edito de Ciro que autoriza a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém, anuncia a fidelidade do amor de Deus  em linguagem esponsal – “como a noiva é alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus” (Is 62,5) – por isso, mesmo tendo sido a esposa infiel, Deus olha com amor para Jerusalém, dizendo: “não  mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada” (Is 62,4).

 

No Evangelho, Jesus realiza o primeiro sinal, em Caná da Galileia, manifestando a sua glória e os discípulos creram nele. A glória de Jesus está para além do milagre em si, por isso, o evangelista usa o termo sinal, justamente para indicar algo mais do que a transformação miraculosa da água em vinho, ou seja, indica a missão de Jesus, que vem nos oferecer o vinho melhor, a sua vida de amor, por isso, Maria nos pede que façamos tudo o que seu Filho nos disser.

 

Neste sentido, o episódio de Caná tem valor programático, pois indica que a glória de Jesus se manifestará no amor generoso  na Cruz, onde selará a nova e eterna Aliança com o seu povo, tornando-se assim o esposo de Jerusalém (cf. Jo 3,29). Assim, a narrativa deste primeiro sinal aponta para o grande sinal que deve suscitar em todos nós a fé.

 

Por fim, como participantes da nova Aliança, devemos reconhecer a manifestação do Espírito Santo, através dos diversos dons, em vista do bem comum, a fim de que vivamos a unidade na diversidade de ministérios, como sinal visível de comunhão de amor entre nós, pois é Deus que realiza todas as coisas em todos (cf. 2a leitura).

 

Pe. Danival Milagres Coelho