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17/02/2018

Aprofundando a Palavra


 

Mensagem do 1º Domingo da Quaresma

“O Espírito levou Jesus para o deserto. (...) e aí foi tentado” (Mc 1,12.13)

Neste 1o domingo da Quaresma, somos convidados a estar com Jesus no deserto e aprender com Ele a vencer as tentações, vivendo como filhos obedientes, sob o impulso do mesmo Espírito recebido no Batismo.
Conduzido pelo Espírito para o deserto, Jesus foi tentado. Marcos não especifica as tentações para nos mostrar que Jesus não foi tentado somente no início de seu ministério, mas ao longo de sua vida. Em sua missão, Jesus teve a tentação de buscar um caminho diferente daquele assumido como Filho obediente, no qual o Pai pôs todo o seu agrado. 
Ao apresentar Jesus entre as animais selvagens e os anjos que o serviam, Marcos nos mostra o novo Adão, que vivia a harmonia com a criação antes da desobediência. Jesus vive esta harmonia porque é o Filho obediente e fiel, em meio às tentações.
De fato, Jesus vence as tentações, sobretudo, de ser um Messias de poder político; da busca de prestígio e de glória, e assume o caminho do despojamento, do sofrimento e da obediência ao Pai, como o servo do Senhor (cf. Is 42,1ss).
Como filhos obedientes, somos convidados a acolher a Boa Nova de Jesus: “O tempo se cumpriu e o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15). Acolhê-la significa converter-se e crer no Evangelho, ou seja, viver sob o senhorio de Jesus e não mais sob o julgo do pecado. Eis o convite deste tempo de preparação para a Páscoa do Senhor.
Assim, se das águas do dilúvio, nasce a nova humanidade, com a qual Deus fez uma aliança (cf. 1a leitura); das águas do Batismo, nasce o novo povo de Deus, regenerado em Cristo, que morreu, uma vez por todas, por causa dos nossos pecados, a fim de nos conduzir a Deus (cf. 2a leitura). 
Portanto, busquemos a conversão, na busca da superação de todo tipo de violência em nossa convivência e preparemo-nos para renovar nosso Batismo, pelo qual fomos salvos para vivermos em Cristo, nossa filiação divina e a vida fraterna, sendo fiéis à nova e eterna Aliança.


Pe. Danival Milagres Coelho.