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18/04/2017

A Páscoa de Cristo e a Nossa Páscoa


 

 

Sem dúvidas, a Vigília Pascal é a mãe de todas as vigílias, como é costume de se afirmar. O católico atento, que participa e reza bem a Liturgia proposta pela Igreja nesta celebração, fica realmente impressionado com a riqueza de detalhes e a beleza do caminho que é ali celebrado. A celebração da Ressurreição de Cristo, sua Páscoa, é o momento central na vida de todo cristão e representa, também, nossa esperança de, com Jesus, vencermos a morte e participarmos da vida eterna.

Dividida em quatro partes, a Vigília compreende a Celebração da Luz, a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística. Consideremos apenas a Liturgia da Palavra, a fim de compreendermos quão bela é a solene Proclamação da Páscoa que vivenciamos a poucos dias.

Desde a criação do mundo, passando por Abraão, Moisés e os profetas, as sete leituras do Antigo Testamento devidamente acompanhadas de salmos responsoriais, vêm nos dar uma grande “revisão” da caminhada do povo de Israel, que faz uma Aliança com seu Criador e que, “aos trancos e barrancos”, caminha rumo a uma Aliança definitiva com o Pai, por meio de Jesus Cristo, o servo obediente, que se submete à morte para resgatar a humanidade pecadora.

Da mesma forma como o povo hebreu precisou ser finalmente resgatado de seu “pecado” pela vinda de Jesus, assim, também nós, cristãos, uma vez identificados à morte de nosso Salvador, também seremos semelhantes a Ele em sua ressurreição (Cf. Rm 6, 5), como nos apresenta a Carta de São Paulo lida após o solene canto do Glória.

Como nos recorda o Papa Francisco, em sua mensagem na tradicional bênção Urbi et Orbi do Domingo da Páscoa, “Através dos tempos, o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso –, atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida.”

Com a Ressurreição de Cristo, somos chamados a uma vida nova, a um novo tempo de confiança e entrega de nossas vidas ao Projeto do Pai, abandonando o pecado que nos acompanha! Não deixemos que a Páscoa de Cristo seja uma mera recordação histórica, mas façamos com que ela seja, em nossas próprias vidas, a atualização desse grande mistério de nossa Salvação. Uma Feliz e Santa Páscoa para você!

 

José Mário Santana Barbosa