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18/01/2017

O Ano Litúrgico


 

 

    “A Liturgia, pela qual, especialmente no sacrifício eucarístico, «se opera o fruto da nossa Redenção», contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos.” (Sacrosanctum Concilium, 2, Papa Paulo VI)
 
    A vida de Jesus é marcada por fatos extraordinários que muito marcaram a vida de seus seguidores. Esses acontecimentos foram, ao longo do tempo, perpetuados pela Igreja de Cristo a fim de que toda a posteridade cristã pudesse celebrá-los e, com isso, entrar novamente nos mistérios de Cristo, seu nascimento, infância, vida pública, paixão, morte e ressurreição, além dos “primeiros passos” da Igreja nascente. Assim surgiu o Ano Litúrgico, uma necessidade para celebrar de maneira “organizada” os importantes fatos para o povo de Deus, salvo por Jesus.
 
    Durante o Ano Litúrgico vivemos os seguintes tempos: Advento, Natal, Tempo Comum (dividido em duas partes, antes da Quaresma e após a Páscoa), Quaresma, Semana Santa (e Tríduo Pascal), Páscoa, encerrando-se sempre na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Cada tempo possui sua característica própria e nos ajuda a assemelharmos nossa vida à do próprio Cristo.
 
    Além disso, para abranger a grande maioria dos textos bíblicos e viver mais plenamente a Liturgia, a Igreja divide-os em três anos. Assim, surgem os anos A (no qual meditamos principalmente o Evangelho de São Marcos), B (São Mateus) e C (São Lucas), enquanto o Evangelho de São João é utilizado nas grandes Festas e Solenidades.
 
    Vivendo a 2ª semana do Tempo Comum, no Ano A, peçamos a Jesus a graça de segui-lo, para aprendermos d’Ele a superar os desafios do dia-a-dia, abandonados nas mãos do Pai e com muita humildade, em busca de nossa Páscoa definitiva, com Ele, no céu.
 
José Mário Santana Barbosa