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07/07/2019

Aprofundando a Palavra


“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Lc 10, 2)

 

(Artigo do XIII Dom. do TC, 07-07-19)

                                                                                                                                              

                A Palavra de Deus, neste domingo, nos fala da necessidade de operários que possam continuar a missão de Jesus de anunciar a Boa Nova do Reino, pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos.

 

                No Evangelho, depois da missão realizada pelos doze (cf. Lc 9,1-6), Jesus escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois a toda cidade e lugar aonde Ele próprio devia ir (cf. Lc 10,1). Este número dos escolhidos tem um valor simbólico, indicando todas as nações pagãs (cf. Gn 10), prefigurando assim a missão universal da Igreja.

 

                A primeira orientação de Jesus é constatar que a messe é grande e os trabalhadores são poucos. Daí, a necessidade de pedir ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita (cf. Lc 10,2). Eis o convite para rezarmos por  todas as vocações. Deste clima orante nasce a consciência de que o serviço de animação vocacional (SAV) é parte integrante da missão da Igreja.

 

Em seguida, Jesus alertou os setenta e dois discípulos sobre os desafios da missão ao enviá-los como cordeiros para o meio de lobos e lhes recomendou que não levassem nada (cf. vv.3-5), a fim de que confiassem somente na sua graça. Pediu-lhes ainda que anunciassem a “paz” (Shalom), que não é ausência de conflitos, mas a plenitude dos bens. Por fim, orientou-os a criar comunhão (cf. vv.7-8) e a proclamar que o Reino de Deus está próximo.

 

Portanto, somos chamados e enviados a proclamar a Boa Nova do Reino, anunciando que Deus tem um projeto de paz para a humanidade: “Eis que farei correr para ela (Jerusalém) a paz como um rio e a glória das nações como torrente transbordante” (Is 66,12). Tal projeto se cumpre em Jesus, que na Cruz, renconciliou-nos com Deus, por isso, Paulo conclui a Carta aos Gálatas, desejando a “paz e misericórdia ” a todos os que seguirem o Evangelho por ele anunciado (cf. Gl 6,16).

 

Pe. Danival Milagres Coelho