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14/04/2019

“Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34)


Artigo do Domingo de Ramos, 14-04-19

 

    Celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém e o mistério de sua paixão. Jesus é acolhido pela multidão dos discípulos que começaram a louvar a Deus pelos seus milagres e todos gritavam:  “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! (Lc 19,38). Hoje, nós o acolhemos também com nossos ramos que expressam a nossa esperança de que Ele vem nos salvar.

 

    Ao grito de ajuda (hosana: salva-nos por favor), Jesus responde não manifestando um poder político, mas assumindo o caminho do servo, segundo Isaías (cf. 1a leitura), que tem Deus como o seu auxiliador, por isso, não se deixa abater no caminho rumo ao sacrifício na cruz. Assim, a resposta de Jesus se dá no mistério de sua paixão, no esvaziamento de seu poder divino, no sacrifício de sua vida pela salvação da humanidade. Eis o Filho obediente até morte! (cf. 2a leitura).

 

    No relato da paixão, segundo Lucas, Jesus se coloca claramente como servo: “Eu porém, estou no meio de vós como aquele que serve”, atencipando, assim, o mistério de sua paixão e morte de Cruz. Tudo se converge para a nova Aliança que será selada com sua vida entregue e o seu sangue derramado.

 

    No seu julgamento, Lucas insiste na inocência de Jesus, sobretudo quando Pilatos afirma: “Não encontro neste homem nenhum crime” (Lc 23,4); “Ele nada fez para merecer a morte” (Lc 23,15) “Que mal fez este homem?” (Lc 23, 21). Além disso, outros detalhes  que se destacam em Lucas são as palavras de Jesus na Cruz, sobretudo, quando suplica ao Pai a misericórdia: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! (Lc 23, 33).

 

    Em fim, na Cruz, Jesus manifestou o seu poder: o de ter nos amado até o fim (cf. Jo 13,1), ou seja, até as últimas consequências, dando-nos a vida. Ao contemplá-lo na Cruz, voltemos para nossa casa batendo no peito (cf. Lc 23,48) e renovemos nossa fé, dobrando os nossos joelhos para dizer que Jesus Cristo é o Senhor (cf. Ef 2,11).

 

                                                                                                                         Pe. Danival Milagres Coelho