Notícias


23/03/2019

“Se não vos converterdes, ireis morrer do mesmo modo” (Lc 13,5)


Artigo do III Dom. da Quaresma, 24-03-19

 

    Neste 3º domingo da Quaresma, a Liturgia da Palavra nos convida à conversão como resposta ao amor misericordioso de Deus, que não nos trata segundo as nossas faltas, pois Ele é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo (cf. Sl 102).

 

     Na 1a leitura, contemplamos a ação salvífica de Deus em favor de Israel escravizado no Egito. Deus se manifesta a Moisés numa sarça ardente, como chama de amor que não se consome. Numa relação pessoal, Deus se revela como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Um Deus que se faz próximo de seu povo ao ver sua aflição e ao ouvir o seu clamor, manifestando, assim, a sua misericórdia.

 

    Na 2a leitura, São Paulo nos recorda de tudo o que Deus fez em favor de seu povo, não obstante às infidelidades de Israel que caiu na idolatria durante a travessia do deserto. Ao lembrar de Israel, Paulo nos exorta a não murmurarmos em nossa caminhada espiritual e a estarmos atentos, pois quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.

   

    No Evangelho, Jesus nos faz um apelo à conversão ao esclarecer que nenhuma tragédia é castigo de Deus por causa do pecado. Todos nós somos pecadores, por isso, Jesus nos convida à conversão. Quando Jesus disse que se não nos convertermos morreremos do mesmo modo, ele não está nos ameaçando com um possível castigo, mas apenas quis ser realista, pois o que nos mata é o pecado em si mesmo. Infelizmente há quem ainda pensa erroneamente que as catástrofes ou as tragédias sejam castigo de Deus.

 

    No entanto, Jesus nos revela como Deus de amor e misericórdia ao nos contar ainda a parábola da figueira, mostrando-nos o quanto nosso Deus é paciente para conosco, dando-nos sempre uma nova oportunidade de refazermos a nossa vida por uma sincera conversão, a fim de que produzamos o fruto esperado de uma vida reconciliada com Deus e com os irmãos e irmãs.

                                                                                                                         

                                                                                                                      Pe. Danival Milagres Coelho