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16/03/2019

“Bem-aventurado vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus!” (Lc 6,20)


 

Artigo do VI Dom. do TC, 17-02-19

 

    A liturgia da Palavra nos convida a confiar em Deus, pois nele está a nossa esperança. Feliz de quem vive segundo a vontade de Deus, deixando-se orientar e conduzir pela sua Palavra.

 

    Na primeira leitura, o Profeta Jeremias nos exorta a confiar somente no Senhor, pois Ele é a nossa esperança e nele nós encontramos o fundamento de nossa existência.

     

    Nesta perspectiva, vai dizer também o salmista que o homem feliz é aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos, não entra no caminho dos malvados e não se senta junto aos zombadores, mas sua alegria está em meditar a Lei de Deus noite e dia. Este homem é comparado com a árvore plantada junto às águas, por isso é capaz de dar frutos ao seu tempo.

 

    A vida verdadeira encontra consistência em Deus, a fonte da vida. Somente enraizados no amor de Cristo e no mistério de sua páscoa, podemos dar frutos de amor e de esperança. Por isso, Paulo afirma que se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé (cf. 2a leitura). Portanto, a nossa esperança está em Jesus, o Senhor da Vida, somente nele podemos confiar e esperar.

 

    Quem vive assim, compreende a mensagem de Jesus no sermão da planície apresentado por São Lucas, neste domingo. Bem-aventurados são todos os que, por causa de Cristo, são capazes de viver a pobreza e de enfrentar qualquer desafio, como fome ou perseguição, pois trazem a certeza da garantia dada por Jesus que deles é o Reino de Deus. Ao contrário, afirma também Jesus que são infelizes, ou aí daqueles que renegam Jesus, escolhendo e absolutizando como segurança os bens deste mundo e as falsas alegrias.

 

    Portanto, o caminho das bem-aventuranças é um convite a colocar toda nossa confiança em Deus mesmo, tendo como o Senhor da nossa o próprio Jesus, que morrendo, destruiu a morte e ressurgindo deu-nos a vida, garantindo a verdadeira esperança cristã numa vida eterna e feliz. Ilusão de quem busca uma felicidade sem Deus, pois nos momentos de provações qual será a razão de sua esperança?

 

Pe. Danival Milagres Coelho.