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02/11/2018

Aprofundando a Palavra


 
Mensagem do Dia dos Fiéis Falecidos

“Quem ouve a minha Palavra e crê Naquele que me enviou, possui a vida” 
(Jo 5,24) 
 
A Igreja não celebra o dia de finados, ma sim o dia dos fiéis falecidos, que ao participarem da morte de Cristo pelo Batismo, participam também de sua ressurreição. Por isso, não celebramos a morte de ninguém, como se fosse o fim (finados) da vida dos que morreram. Nós celebramos a vida plena, ou seja, a participação fiéis falecidos no mistério pascal de Jesus. 
Na 1a leitura, o Profeta Isaias, tendo presente a ruína da Babilônia, ameaçadora da vida de seu povo, dá uma palavra de esperança e de consolo: “O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra” (Is 25,8). Essa mensagem se dá no monte, onde Deus se deixa encontrar através do banquete para todos os povos. Nesse banquete, onde se compartilha a vida, o povo aclama: “Este é o nosso Deus esperamos nele até que nos salvou” (Is 25,9).
Na 2a leitura, Paulo anuncia a boa-nova que nos enche de alegria ao proclamar que Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram e, por isso, todos em Cristo reviverão (cf. 1Cor 15,20.22). A participação nesta vitória de Jesus, ou seja, na sua ressurreição exige a fé de profunda adesão à vida de Jesus, uma vez que Ele veio participar de nossa vida, enfrentou e venceu a morte, a fim de nos fazer participantes da sua vida divina, como cidadãos do seu reino definitivo.
Nesta perspectiva é que acolhemos o ensinamento de Jesus no Evangelho de hoje: “quem ouve a minha Palavra e crê Naquele que me enviou, possui a vida eterna” (cf. Jo 5, 24). Jesus nos garantiu a vida eterna, para a qual fomos criados, pois a vida não nos pertence. 
Por isso, a celebração de hoje nos convida a não camuflar ou ignorar a realidade da morte, ornamentando exageradamente os nossos cemitérios, mas a contemplá-la com o olhar da fé na ressurreição de Jesus, que nos faz olhar a vida para além de seu limite maior que é a morte, num horizonte pleno de sentido.
 
Pe. Danival Milagres Coelho