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13/10/2018

Aprofundando a Palavra


 
Mensagem do 28º Domingo do Tempo Comum
 
“Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres (...). Depois vem e segue-me!” 
(Mc 10, 21) 
 
Neste dia do Senhor, a sua Palavra nos convida a ter um coração desapegado das falsas seguranças, sobretudo dos bens materiais, a fim de que sejamos verdadeiramente livres para amar e servir.
Na 1a leitura, contemplamos a oração de Salomão (cf. 1Rs 3,6-13) que pede a Deus a Sabedoria, a fim de ter um coração dócil para viver a justiça e fazer o bem. Preferir a Sabedoria que vem de Deus é adquirir a verdadeira riqueza, de modo que diante dela todo o ouro do mundo é como um punhado de areia e a prata é como a lama (cf. Sb 7,9). Quem adquire tal sabedoria é capaz de discernir o que nos dá segurança de uma vida plena de sentido e o que nos garante a vida eterna.
 No Evangelho, Jesus deixa claro que não é a riqueza, mas Deus mesmo é a nossa única segurança. Eis a verdadeira riqueza à qual o nosso coração deve se apegar para ser verdadeiramente livre para amar e fazer o bem. Por isso, aquele homem que desejava ganhar a vida eterna, embora observava os mandamentos, encheu-se de tristeza, porque era escravo da riqueza (cf. Mc 10, 22), sua falsa segurança.
A exigência de Jesus é para todos os cristãos, os de vida consagrada e os fiéis leigos e leigas. Na verdade, trata-se da vivência da pobreza evangélica que consiste em com o necessário para não faltar o necessário à vida do outro. Um coração escravizado pela riqueza não há espaço para o amor, pois se fecha para Deus e, consequentemente, para o próximo. Neste sentido, entendemos porque Jesus disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mc10,25).
Nesta exigência de Jesus, compreendemos como a Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar o coração, como espada de dois gumes e julgar as suas verdadeiras intenções (cf. 2a leitura). Deixemo-nos que a Palavra de Deus purifique o nosso coração, a fim de que sejamos verdadeiramente livres para amar e servir.
 
Pe. Danival Milagres Coelho.