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22/09/2018

Aprofundando a Palavra


 
Mensagem do 25º Domingo do Tempo Comum

“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (Mc 9, 34) 
 
A Palavra de Deus nos convida a seguir Jesus, assumindo o seu caminho de humildade e de serviço a todos, despojando-nos do desejo de grandeza e da busca de prestígio.
No Evangelho, Jesus ensina, pela segunda vez, aos seus discípulos que o seu caminho enquanto messias não é do poder político, da busca de honra e de prestígio, mas é um caminho marcado por traição, por incompreensões e sofrimentos até a morte de cruz, mas a última palavra é a sua ressurreição. 
Neste caminho de Jesus-Messias, contemplamos o justo sofredor, vítima das ciladas dos ímpios que se sentem incomodados pelas palavras e pelo seu modo de agir (cf. 1a leitura).
Enquanto Jesus ensina o caminho da humildade e do serviço, os discípulos discutem quem seria o maior entre eles. Por isso, Jesus responde claramente: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” (Mc 9,34).
A busca do prestígio, do poder e do ser maior que os outros são tentações sempre presentes na Igreja e na sociedade. Na Igreja, há a tentação do carreirismo ou do apego a cargos ou funções pastorais. Ora, não se pode fazer da missão que nos foi confiada a segurança de nossa vocação.  
Na sociedade, vemos o jogo de interesses na busca do poder a todo custo, usando de meios ilícitos como a corrupção e a mentira para ter prestígio, fama ou vantagens próprias no exercício da profissão ou de cargos públicos. É a disputa do poder pelo poder, como vemos neste ano eleitoral. Quanto a isso, exortou-nos também São Tiago: “Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más” (Tg 3,16). 
Portanto, que Deus nos dê a sua sabedoria para compreendermos o caminho de Jesus, colocando-nos como servos de todos, na promoção da paz, que é fruto da justiça (cf. Tg 3,17) e peçamos também o discernimento para elegermos os nossos representantes que sejam ficha limpa e que estejam comprometidos com os problemas sociais, com a defesa dos direitos dos trabalhadores e com a defesa da vida, desde a sua concepção.
 
Pe. Danival Milagres Coelho.