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21/07/2018

Aprofundando a Palavra


Mensagem do 16° D. T. C.
“Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco” (Mc 6,31)  
 
A liturgia da Palavra nos mostra Jesus no cuidado com seus discípulos para não caírem no ativismo e, ao mesmo tempo, no-lo apresenta como o verdadeiro pastor que se enche de compaixão ao ver a multidão como ovelhas sem pastor. 
Na 1ª leitura, o profeta Jeremias admoesta os chefes de Israel, os reis de seu tempo, por deixar se perder e se dispersar o rebanho do Senhor. Deus, porém, não abandona o seu povo. Ele mesmo anuncia: “eu reunirei o resto de minhas ovelhas de todos os países para onde forem expulsas (...). Suscitarei para elas novos pastores que as apascentem” (Jr 23,3.4). Em seguida, Jeremias anuncia um tempo novo em que um descendente de Davi reinará, fazendo valer a justiça e a retidão na terra (cf. Jr 23,5).
No Evangelho, após a experiência missionária dos discípulos, Jesus os convida a estar a sós com Ele, a fim de não caírem no ativismo vazio: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco” (Mc 6,31). Estar a sós com Jesus consiste em viver a experiência do discipulado. Sem uma autêntica experiência do discipulado, o nosso apostolado perde sua eficácia e pode cair no desânimo diante dos desafios da missão. Tal experiência se dá pelo cultivo da vida interior através da oração, ficando a sós com o Mestre.
No entanto, mesmo retirando-se sozinhos para um lugar deserto, a multidão foi ao encontro deles. Ao ver aquela numerosa multidão, Jesus teve compaixão por eles, porque eram como ovelhas sem pastor (cf. v. 34). Eis o verdadeiro pastor que vem apascentar o seu povo, conforme anunciou Jeremias. 
      Enfim, diferente dos pastores de Israel, Jesus, movido pela compaixão, congrega os filhos de Deus dispersos a fim de reconciliá-los com Deus e destruir em si mesmo a inimizade (cf. Ef 2, 13.15). Acolhamos o convite de Jesus a estar a sós com Ele, a fim de que o nosso apostolado, enquanto ministros ordenados e agentes de pastoral, seja eficaz, vivendo a compaixão e a caridade do verdadeiro pastor.
 
 
Pe. Danival Milagres Coelho.