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07/07/2018

Aprofundando a Palavra


Mensagem do 14° D.T.C.

“O profeta não estimado em sua Pátria” (Mc 6,4)
 
A liturgia da Palavra nos convida a viver  a fé, aderindo à vida e aos ensinamentos de Jesus; e a perserverar em nossa missão diante dos desafios e incompreensões dos que se fecham à Boa Nova de Jesus.
Os conterrâneos de Jesus ficaram admirados com os seus ensinamentos, mas questionaram como Ele adquiriu tanta sabedoria. Não foram capazes de reconhecê-lo como o Messias esperado, por causa de sua origem simples e humilde; e nem de compreender o seu poder divino diante dos milagres realizados. Pelo contrário, ficaram escandalizadosao ver o carpinteiro realizando sinais próprios do Messias esperado. Só conseguiram ver nele o carpinteiro. 
        Por isso, Jesus disse: ‟um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (v.4). ‟E ali não pôde fazer milagre algum” (v.5) e admirou-se com a falta de fé deles (cf. v. 6).
      É importante salientar que os termos  ‟irmãos e irmãs” de Jesus não são filhos de José e Maria, masparentes próximos ou amigos, conforme o uso da tradição judaica. No caso de Tiago e Joset, por exemplo, eles são filhos de outra Maria (cf. Mc 15,47) e o mesmo vale para os outros aqui mencionados.
Este episódio corresponde à experiência do profeta Ezequiel que não foi bem acolhido pelos israelitas. Independente de escutar ou não Ezequiel, eles ficariam sabendo que houve entre eles um profeta, cuja presença manifesta a fidelidade de Deus mesmo diante da rebeldia e da dureza do coração de seu povo(cf. 1a leitrua).
    Deste modo, assim como os profetas e Jesus, os que continuam sua missão também estão sujeitos a incompreensões, resistências e perseguições. São Paulo viveu tal experiência, mas confiou na graça de Deus, por isso se alegrava nas dificuldades, nas fraquezas e perseguições por amor a Cristo, que lhe disse: ‟Basta-me a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta” (cf. 2Cor 12,9).
 
 
Pe. Danival Milagres Coelho