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02/04/2018

A Páscoa na minha vida


 

 

 

Tomo o texto de Lc 24, 13-35 e logo de início percebo que minha vida e vocação se parecem muito com a dos discípulos de Emaús. Da angústia que os dois sentiam, quando pensavam que tudo o que fizeram por Jesus foi em vão (pois o Mestre, de fato, havia morrido), percebo que, também eu, tenho muitas dificuldades em sair da pura percepção do mal e da morte, para recordar-me da alegria do Senhor – que disse que iria ressuscitar – e pensar positivamente, esforçando-me para ver o bem que me cerca e que depende muito mais de mim do que dos outros.

 

E o Mistério do seguimento a Jesus é tão insondável, que eu (como aqueles discípulos) posso passar a vida inteira sendo chamado para segui-Lo e percebendo os sinais da verdade de seus ensinamentos, que, ainda assim, após sua morte – isto é, após uma experiência de frustração e tristeza – sempre passo pelo estágio da dúvida e da indignação por ter vivido tudo em vão. E é Ele mesmo que se mostra a mim mais uma vez, agora ressuscitado, ajudando-me por meio da Palavra a compreender que, no fundo, sempre esteve comigo!

 

Se, contudo, ainda não compreendo muito bem o que está acontecendo, é na Eucaristia da vida, no partir o Pão junto dos irmãos, que percebo quem Ele realmente é. E, mais do que nunca, quero ficar com Ele para sempre. Tudo faz sentido! Na penumbra da dúvida e da luz, tenho a certeza, pela fé, que minha vida não acaba na Cruz, mas junto de Deus, sendo propagador da Boa Nova de seu Filho querido que tanto me ama.

 

Feliz Páscoa!

 

José Mário Santana Barbosa