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19/02/2018

A vivência da Quaresma


 

 

 

Aproxima-se um belo e profundo tempo na Liturgia da Igreja: a Quaresma. De fato, a partir da celebração da Quarta-Feira de Cinzas, a Igreja se “reveste” de um forte espírito de conversão e preparação para, com Jesus, poder ir ao Calvário e, com Ele, ressuscitar para uma nova vida. Durante os dias da Quaresma, devemos intensificar nossos momentos de oração, penitência e caridade, buscando alcançar a conversão em relação a nós mesmos, a Deus e aos outros (Cf. CIC, §1434). Toda a comunidade católica é chamada, assim, a ir ao “deserto”, percorrendo um caminho de “purificação interior”, a fim de estar cada vez mais intimamente ligada ao Cristo que sofre por amor ao gênero humano.

 

Para isso, é bom que o católico procure, de modo especial nesse Tempo Litúrgico, intensificar sua participação nas orações comunitárias (como Via Sacra, Setenário e, evidentemente, a Santa Missa, principalmente durante o Tríduo Pascal). Uma vida de oração pessoal ainda mais fervorosa e o encontro com a misericórdia do Senhor, no Sacramento da Reconciliação, a Confissão, são igualmente importantes.

 

O jejum, que não é uma prática nem um pouco antiquada e dispensável, como se tem propagado ultimamente, é recomendado na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão, além das outras sextas-feiras do ano, acompanhado da abstinência de carne. Essas formas de penitência são um convite para que adentremos mais em nossa humanidade que foi muito amada por Deus (a ponto de se fazer um de nós para provar isso) e amá-la, conhecendo-a e transcendendo-a, através de nossa liberdade de escolha.

 

Mas tudo isso perderia o sentido se não capacitasse o fiel para desenvolver dentro de si o sentimento que realmente movia seu Mestre: o amor. Como Jesus, somos chamados à vivência da caridade uns para com os outros, de modo especial para com aqueles que mais precisam de nossa atenção, nas mais diversas formas. E isso não pode parar no Domingo da Ressurreição! A prática da caridade é o resultado de nossa participação nessa Quaresma que devemos levar por toda a nossa vida, a exemplo de Jesus, que, “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

 

 

José Mário Santana Barbosa