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24/02/2018

Aprofundando a Palavra


 

Mensagem do 2º Domingo da Quaresma

“Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” (Mc 9,7)

Neste segundo Domingo da Quaresma, contemplando a transfiguração de Jesus, somos convidados pelo próprio Deus a ouvir o seu Filho amado e a viver a fé na obediência a sua vontade.
Na 1a leitura, Abraão nos deixa um exemplo de obediência à vontade de Deus, revelando sua fé ao oferecer em sacrifício o seu próprio filho Isaac, cuja vida foi poupada por Deus ao ver a obediência de Abraão. Por isso, Deus o abençoará e, por sua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra (cf. Gn 22, 17-18).
Se pela obediência de Abraão Deus abençoará sua descendência, pela obediência de Cristo, cuja vida não foi poupada, mas oferecida em sacrifício ao Pai, toda a humanidade receberá a maior bênção que é a redenção. 
Em Jesus Cristo entregue a nós, numa vida oferecida em sacrifício pela nossa redenção, reconhecemos que Deus nos deu tudo (cf. Rm 8,32). Por isso, diante da pergunta “quem condenará?” (Rm 8,34), São Paulo já havia respondido ao afirmar que “para aqueles que estão em Cristo Jesus não há condenação” (Rm 8,1).  Eis a razão de nossa alegria e de nossa esperança.
No Evangelho, com a transfiguração de Jesus, contemplamos antecipadamente a sua glória. Esta manifestação de sua glória está em sintonia com o que havia sido dito aos discípulos, isto é que o caminho do Filho do homem será marcado pela paixão e morte de Cruz, mas culminará com a ressurreição (cf. Mc 8, 31). Deste modo, com a transfiguração de Jesus, Deus no-lo apresenta como Filho amado, convidando-nos a ouvi-lo: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que Ele diz!” (Mc 8, 9, 7).
Portanto, contemplando a sua glória, somos chamados a descer do Monte e a assumir o caminho de Jesus, ouvindo o que Ele nos diz, a fim de que alcancemos a graça da conversão e renovemos a nossa fé, na obediência à vontade de Deus como foi Abraão. Assumir o  caminho de Jesus significa aprender com Ele a transformar toda a  violência sofrida numa ocasião de um amor maior.


Pe. Danival Milagres Coelho.