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06/01/2018

Aprofundando a Palavra


 

Epifania do Senhor

“Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram” (Mt 2,11)

A solenidade da Epifania do Senhor nos ajuda a compreender o mistério do seu Natal, como manifestação da glória de Deus a todos os povos e nações, realizando assim a profecia de Isaias (cf. 1a leitura). Nos magos do Oriente contemplamos os primeiros pagãos que reconhecem a manifestação de Deus e vão ao seu encontro para adorá-lo.
Assim como os magos do oriente, somos convidados a buscar em nossa vida a verdadeira Estrela que brilhou em Belém para todos os povos. Herodes e todos de Jerusalém ficaram perturbados ao saberem que os magos procuravam o rei que acabara de nascer. Até mesmo os mestres da Lei e os sacerdotes, uma vez consultados sobre o nascimento do messias esperado, demonstraram conhecedores da Escritura, mas não foram capazes de reconhecer que a promessa já havia se cumprido em Belém com o nascimento de Jesus.
Além disso, nesta cena do Evangelho, contemplamos o falso rei (Herodes) que se sente incomodado ao saber que o verdadeiro rei (Jesus), o messias esperado havia nascido em Belém. Interessante perceber que somente os magos viram a Estrela, enquanto o povo da promessa, fechado à manifestação de Deus, nada vê. Por conseguinte, a intenção de Herodes não é de ir adorar o messias recém-nascido, mas sim de encontrá-lo para exterminá-lo, com medo de que Ele fosse tomar o seu lugar. Desta forma, Mateus já antecipa neste episódio a rejeição e a morte que Jesus sofrerá em Jerusalém.
Enfim, alegra-nos ouvir o testemunho de Paulo, que como bom judeu, reconhece que Deus lhe revelou este mistério que hoje celebramos: “os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Ef 3,6). Deste modo, a promessa que Deus fez a Abraão – “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra” (Gn 12,3) – se realiza plenamente em Cristo.
 

Pe. Danival Milagres Coelho