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14/12/2016

Igreja, política e sociedade


 
 
 
 
 
    O cristão não é, de maneira nenhuma, uma pessoa alienada e distante da realidade social e política na qual está inserido. Muito pelo contrário. Quanto mais se tornam íntimos de Cristo, seus seguidores sentem o profundo desejo de darem sua contribuição ao mundo em que vivem, sendo também eles promotores da vida e da justiça, como seu Mestre ensina.
 
    É nesse sentido que a Igreja Católica, no Brasil e no Mundo, tem se mantido fiel ao seu compromisso com as causas sociais e não se cansa de ser voz profética, em tempos de tanta desigualdade e imoralidade, como os que estamos presenciando. Denunciando as práticas injustas e exortando os leigos para que busquem sempre ser presença ativa nas decisões políticas, a Igreja faz o que o próprio Jesus faria (como fez à sociedade à qual pertencia).
 
    “Amamos este magnífico planeta, onde Deus nos colocou, e amamos a humanidade que o habita, com todos os seus dramas e cansaços, com os seus anseios e esperanças, com os seus valores e fragilidades. A terra é a nossa casa comum, e todos somos irmãos. Embora a justa ordem da sociedade e do Estado seja dever central da política, a Igreja não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção dum mundo melhor. É disto mesmo que se trata, pois o pensamento social da Igreja é primariamente positivo e construtivo, orienta uma ação transformadora e, neste sentido, não deixa de ser um sinal de esperança que brota do coração amoroso de Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, une o próprio empenho ao esforço em campo social das demais Igrejas e Comunidades eclesiais, tanto na reflexão doutrinal como na prática.” (Evangelii Gaudium, Papa Francisco, 183)
 
    Especialmente no Brasil, temos visto propostas absurdas de mudanças em nossas leis que, dentre os grandes malefícios que provocam, sugerem a permissão do aborto, uma desvalorização de nossa educação e privilegiam enormemente aqueles que dominam, isto é, a pequena parcela rica de nossa população. Precisamos de nos inteirar sobre esses assuntos e participarmos, como cidadãos cristãos, da vida política de nosso país. Fique atento às notas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que têm sido lançadas e assuma também você a causa que sempre foi prioritária para Jesus Cristo: o amor aos pobres e o desejo de oferecer vida, e vida em abundância a todos! (Cf. Jo 10, 10)
 
 
José Mário Santana Barbosa