História do Santuário


 
 
A Cruz de Madeira e a Fortaleza da Fé
 
 
 
 
 
 
 
 
     A história da edificação do atual Santuário de Nossa Senhora da Piedade, antiga Matriz de Barbacena, está intimamente entrelaçada com a vida e o surgimento da Cidade das Rosas, pois ao seu redor surgiu o “Arraial da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo”, chamado também de Arraial ou freguesia da Borda do Campo ou ainda de Arraial da Igreja Nova do Campolide.
     A escolha do terreno – “sítio da Igreja Nova” – se deu aos 19 de agosto de 1726, na primeira visita pastoral de Dom Frei Antônio de Guadalupe. “Já haviam os paroquianos resolvido construir sua igreja matriz, ‘em sítio conveniente, grandeza proporcionada e decência devida’, por serem pequenas as capelas da Borda e do Registro, além de situadas em terreno particular.”
     Uma simples cruz de madeira demarcou o local onde mais tarde foi edificada a Fortaleza da Fé. Isto se deu no dia 09 de dezembro de 1743 durante o paroquiato do Pe. Manoel da Silva Lagoinha com uma Cruz de madeira e iniciada na mesma data a edificação do templo com as devidas licenças do bispo Dom Frei João da Cruz.
     O templo foi projetado pelo arquiteto militar e mestre português José Fernandes Pinto Alpoim e foi bento e entregue ao culto pelo Pe. Antônio Pereira Henriques, então vigário, autorizado pelo primeiro bispo de Mariana Dom Frei Manoel da Cruz, por provisão de 15 de novembro de 1748. A transferência da sede da paróquia da Capela do Pilar (Registro Velho) para a Igreja Nova, embora inacabada, ocorreu aos 27 de novembro do mesmo ano. Nesta época chegou de Portugal a preciosa imagem da padroeira que ocupa o trono do altar-mor e que a todos encanta pela beleza e expressão de dor.
     No ano de 1749 foi fundada a Irmandade do Santíssimo Sacramento que deu continuidade às obras e adquiriu para a matriz valiosos objetos sacros de prata e imagens diversas. As obras de acabamento prosseguiram até 1764, ano de sua conclusão.
     Dois grandes prelados de nossa arquidiocese dignificaram mais ainda este templo: Dom Oscar de Oliveira que dedicou e consagrou o altar da Matriz no dia 15 de setembro de 1968, e seu sucessor, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida que, por ocasião dos 250 anos da transferência definitiva da sede da Paróquia para a Igreja Nova (atual matriz) e da entronização, em seu interior da veneranda imagem da Padroeira, o elevou à dignidade de Santuário.
    O templo é tombado em nível, municipal e federal (IPHAN). Este último deu-se precisamente aos 12 de agosto de 1986.